quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Como obter a paz sem a guerra nessa era de transição no planeta Terra?

Atentemos para esse versículo do Evangelho de Mateus 10:34:

"Não penseis que vim trazer paz à terra. Não vim trazer paz, mas espada". 

Podemos, a princípio, pensar que essas palavras atribuídas a Jesus ou não são dele ou tem um sentido oculto que devemos interpretar. Fico com a segunda opção.

Paz, do latim Pax, pode ser traduzida como tranquilidade, ordem, serenidade. Espada - pode indicar tanto o símbolo do estado militar, a guerra, quanto a justiça, uma separação entre o justo e o injusto, o bem e o mal, o joio e o trigo.

Então aí começamos a interpretar as palavras de Jesus como um manual para conhecimento da lei de causa e efeito.

Costumamos entender a guerra como oposição violenta ao adversário, todavia o pensamento de Jesus era totalmente voltado para o interior de cada um de nós. 

A espada a qual Jesus se referia está dentro de nós mesmos, é a consciência das consequências dos nossos atos perante a lei de causa e efeito que, de uma forma ou de outra, educa a todos.

Atualmente passamos por uma transição no planeta como um todo. Nosso Brasil está passando por mudanças sociais e políticas muito profundas ainda que lentas. Jesus está no comando, mas respeita o nosso livre-arbítrio. 

Os bons Espíritos incessantemente estão nos orientando a termos uma posição de respeito e serenidade diante dessa situação. Sabemos que a corrupção macro da nossa política (não falo aqui de nenhum partido em especial, mas de todos) é reflexo da corrupção micro de cada um de nós. 

Estamos expiando nossa omissão para as coisas realmente importantes da vida. Omissão essa que não vem somente da vida atual.

Ao meu modo de ver, temos que defender nossas ideologias com respeito e com argumentos sustentáveis, nunca com mentiras, deboches ou ódio direcionado. 

Como espíritas não podemos nos esquecer que a balança da justiça divina do outro lado possui a misericórdia.

Não somos brasileiros, estamos brasileiros. Aonde formos agora após a desencarnação levaremos nossos sentimentos que podem ser de ódio e vingança ou de serenidade e equilíbrio.

A paz é efeito e não causa. A mesma espada que tira a vida, é o símbolo do equilíbrio dela.

(Texto publicado no Facebook dia 05/04/16)

Brasil de dádivas mil


Brasil, quando olho para o céu de anil,
Lembro da minha condição de Espírito imortal.
Meu coração se refrigera na Inteligência Universal.
Reconheço, Senhor, minha condição de aprendiz do teu amor.
Ilumina minha inteligência para que eu creia com olhos de compaixão.
Considere o da esquerda e o da direita como irmão!
Ajuda-me, doce mentor da luz, a aceitar minha cruz,
Mas sem esquecer que sou parte integrante de um grande organismo social.
Orienta-me a seguir com tua justiça fraternal!
Sabedor que sou da interação entre nosso mundo com o mundo de energia densa,
Através desses versos deixa-me ser o porta-voz da tua infinita paciência,
Que trabalha, que aguarda com serenidade a redenção para o encontro com a eternidade.
Com devoção e gratidão!

Cristóvão
(Texto publicado no Facebook dia 30/03/16)

A doutrina espírita é um método de autoajuda?

Comecemos pela definição do Dicionário Aurélio na qual vamos nos basear para esse texto:

"Método de aprimoramento pessoal em que o indivíduo pretende buscar, sem ajuda de outrem, soluções para problemas emocionais, superação de dificuldades, etc".

***

Na minha concepção a doutrina espírita não oferece um método de autossuficiência, mas de autonomia. Falamos sobre autoconhecimento, mas esse processo de autoanálise, na abordagem espírita, não dispensa a ajuda alheia, quer seja direta ou indiretamente na vida em sociedade.
Resolver um problema emocional é algo complexo (não complicado), pois demanda uma transformação do todo e não de somente uma parte.

É uma tomada de posição para um processo de reforma íntima que não é "localizado", mas global. É um novo posicionamento perante a vida feito de forma gradativa, porém não fragmentada.

São sintomáticas essas frases que vemos principalmente na internet: "Faça isso", "Não faça aquilo". Sempre no imperativo afirmativo ou negativo, ou seja, ditando algo que alguém deve fazer... Vejo poucas delas dizendo: "Preciso mudar meu procedimento quanto..."; "Necessito mudar meus princípios no que diz respeito a...". Parece que inconscientemente pregamos uma autoajuda que, na prática, torna-se boa apenas para os outros.

Autoconhecimento envolve os três aspectos do Espiritismo: o científico que, através da pesquisa mediúnica, nos oferece a certeza de que somos Espíritos imortais e não apenas corpos biologicamente mais evoluídos; o filosófico que nos faz refletir sobre nossa origem, responsabilidade e destino perante os outros e perante nós mesmos e finalmente o religioso que nos orienta a respeito de nossas emoções e sentimentos de forma integrada e relacional.

Autoconhecimento é libertação para a consciência preocupada com a harmonia de si mesma e da sociedade, autoajuda é uma tentativa de resolver algo em si mesmo, somente para si mesmo e por si mesmo.

(Texto publicado no Facebook dia 23/03/16)

Qual a diferença básica entre amor e apego?


O Espírito Hammed, em momento de grande inspiração no livro Os Prazeres da Alma, nos responde:

"No 'amor real', nós desejamos o bem da outra pessoa e nos alegramos com sua evolução; no 'amor romântico', nós desejamos a outra pessoa e nos vestimos com o manto da possessividade. Por não amarmos é que a indiferença e o desprezo vigoram no seio da sociedade".

***

Algumas distinções baseadas no pensamento do Espírito Hammed se fazem necessárias:

* Estarmos ao lado de alguém que admiramos profundamente e queiramos ser vistos ao lado dessa pessoa não é amor, mas narcisismo (vaidade)

* Relações baseadas no ciúme, desconfiança e tristeza não denotam amor, mas baixa autoestima.

* Quando queremos que a pessoa viva exclusivamente para nós, não é amor, mas carência afetiva.

* Quando acreditamos que não podemos continuar vivendo com a "perda" de algo ou de alguém por mais querido que seja, não é amor, mas apego e dependência afetiva.

* Quando queremos controlar a vida alheia tentando direcionar o livre-arbítrio de alguém, não é amor, mas possessividade.

Amor é brisa na alma que nos leva à serenidade. Apego, carência e possessividade são tempestades emocionais que nos levam às grandes perturbações psicológicas.

(Texto publicado no Facebook dia 22/03/16)

Somos realmente donos do nosso destino?

Nenhuma obra mais objetiva e direta do que O Livro dos Espíritos para responder a essa pergunta:
Questão 121 – Por que alguns Espíritos seguiram o caminho do bem, e outros o do mal?
“Não têm eles o livre-arbítrio? Deus não criou Espíritos maus; criou-os simples e ignorantes, ou seja, tão aptos para o bem quanto para o mal; os que são maus, assim se tornaram por sua vontade”.

***


Na minha concepção fica muito clara a ideia de que somos os únicos responsáveis pelo nosso próprio destino. Inegável que o meio e outras pessoas encarnadas e desencarnadas podem influir em nosso comportamento de forma incessante, todavia quanto mais é desenvolvido o poder crítico de um indivíduo, mas liberto ele é de ser “massa de manobra”, ou seja, um grupo de pessoas que são motivadas por uma opinião ou ideologia pré-formada por um grupo político, de mídia, religioso, ou de outra natureza. Isso é manipulação da fraca vontade alheia. É como se fosse um gado que os vaqueiros conduzem para onde querem. Incluo nesse processo inclusive o processo obsessivo espiritual o qual só existe pela sintonia firmada entre encarnado e desencarnado. 

Aprender a pensar por si mesmo sem a ilusão da autossuficiência e deixar de se vitimizar pondo a culpa nos outros de coisas que são de nossa inteira responsabilidade são passos importantes para galgar novos níveis de consciência. 

Liberdade é também aprender a admitir e lidar com as próprias dificuldades, transformando-as serenamente em soluções específicas para a própria vida. 
O problema é de falta de vontade ou vontade mal direcionada. Existe a influência alheia e do meio, mas quem tem o poder de decidir por mim sou eu mesmo.

(Texto publicado no Facebook no dia 19/03/16)

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Como o Espiritismo pode ajudar o povo brasileiro nessa hora de turbulência social e grande instabilidade política?

Atentemos para o trecho da obra "O Gênio Céltico e o Mundo Invisível" de Leon Denis:

"O Espiritismo é o maior e mais solene movimento do pensamento que se produziu desde o aparecimento do Cristianismo. Não somente pelo conjunto de seus fenômenos, ele nos traz a prova da sobrevivência, mas sob o ponto de vista filosófico, suas consequências são mais grandiosas. Com ele, o horizonte se aclara, o objetivo da vida torna-se preciso, a concepção de Universo e de suas leis aumenta, o pessimismo sombrio se esvaece para dar lugar à confiança, à fé em destinos melhores".

***

Notem a grandiosidade do pensamento do mestre Leon Denis. Ele afirma que o Espiritismo tem implicações científicas, mas as implicações filosóficas nos levam a uma noção de espiritualidade, cuja dimensão está além de possuir uma religião e professa-la num templo ou em encontros institucionais.

Essa face filosófica do Espiritismo mostra-nos que não somos brasileiros, mas estamos brasileiros. Somos Espíritos imortais.

Natural que como espíritas tenhamos nossas convicções políticas até mesmo partidárias em alguns casos, todavia como espíritas não se justifica o ódio pregado por alguns contra pessoas que pensam diferente.

Somos conhecedores da lei de causa e efeito, mas a seguinte pergunta se faz necessária: Acreditamos ou não acreditamos realmente na onipresença divina e na infalibilidade dessa lei?

Eu também estou indignado com alguns fatos que estão acontecendo em nosso país, todavia tenho me policiado, a fim de não ultrapassar o limite da educação e dos meus direitos em reivindicar um país melhor sem ódio contra o semelhante, pois não é isso que a doutrina espírita tem me ensinado. Não estou aqui a julgar ninguém em especial, mas preocupo-me com as proporções materiais e sobretudo espirituais que esse ódio vai tomar no futuro independente de continuarmos ou não encarnados no Brasil.

Argumentar contra um governo, não falo especificamente do PT, PMDB ou qualquer outro partido em especial é direito legítimo e até, ao meu modo de ver, um dever de cidadão, mas antes de sermos cidadãos não podemos nos esquecer que somos Espíritos também sujeitos à lei de causa e efeito.

Vamos passar isso juntos, tentando um asserenar a angústia do outro. Não podemos sintonizar com a revolta das Trevas que é um fato espiritual nessa época de transição planetária. Nosso Brasil é alvo direto desses Espíritos endurecidos no mal.

Ao meu modo de ver não basta fazer orações pelo país e por todos, é necessária, sim, a militância social pacífica, mas não se justifica o deboche, o sarcasmo que também são formas de ódio.

Jesus está no "leme" ou esquecemos disso? DIAS MELHORES VIRÃO! NÃO É UMA QUESTÃO DE CRENÇA, MAS CERTEZA!!

Asserenemos o nosso coração e paremos de atacar os outros de forma gratuita. Vivamos esse momento que não é de derrota, mas começo de vitória e grande transição numa democracia que nunca foi feita realmente para o povo nesse país!

(Texto publicado no Facebook em 17/03/16)

Por que postar um conceito budista num grupo virtual espírita?


Por que somos da opinião que todo conceito emanado das dimensões superiores do mundo espiritual é igual em essência e diferente na forma aqui no mundo dito material. O que não podemos confundir é Budismo como instituição com Espiritismo institucional. Posso garantir que a essência do que Buda ensinou é idêntica ao que Jesus pregou, apenas para pessoas de cultura diferente em época diferente. O que nos impede de ver isso é o fanatismo. Mas voltemos ao assunto desapego...

***

Existe um grande desafio existencial em nossa caminhada evolutiva atual: o equilíbrio entre desapego e o ato de saber lidar com a reciprocidade sem apegar-se a ela ou tornar-se dependente dela, ou seja, aprendermos a gostar sem nos tornarmos dependentes de uma pessoa ou instituição e quando fizermos algo por alguém não nos magoarmos com a falta de reconhecimento desse alguém. Façamos duas 'perigosas' perguntas a nós mesmos: Gostamos das pessoas ou ideologias ou precisamos emocionalmente delas, a fim de que completem algo em nós que cabe a nós mesmos completarmos? Já damos conta de amar incondicionalmente? Muitos preferirão não fazer essas perguntas, pois elas exigem "desconstrução" profunda de conceitos formatados emocionalmente dentro de nós, padrões sociais de comportamento que precisam ser revisados com muita delicadeza para não estourar uma 'bolsa de pus emocional' dentro de nós chamada carência e causar uma séria infecção sentimental chamada culpa.

Desapego é preservação psíquica...

(Texto publicado no Facebook em 16/03/16)

A herança divina



Nascemos pela vontade do Pai Maior.

Vivemos pela vontade própria à luz da Lei Divina de causa e efeito.

Todos nós somos herdeiros do Pai Amantíssimo.

Essa Inteligência Suprema nos fornece o ar, a água, o calor, a terra e o alimento para o corpo físico, mas também a brisa suave da misericórdia, a temperatura ideal do afeto singular, o espaço para reflexão dentro de nós mesmos e o amor como alimento do Espírito.

Oriente, Ocidente, Norte, Sul, masculino, feminino, bem e mal são apenas pontos de observação em perspectivas diferentes que nos levam ao mesmo destino: a felicidade.

Tudo se volta para a preservação da vida. O corpo físico, ao longo da evolução biológica, conquistou o automatismo necessário para que o Espírito encarnado tenha mais tempo para se preocupar com as coisas da imortalidade.

Temos todas as condições, todos os instrumentos necessários, todas as oportunidades possíveis para cada momento. Resta-nos usufruir dessa magnífica oportunidade, a vida no corpo de energia densa, para aprendermos a compartilhar tolerando, ajudar de forma desapegada, analisar com indulgência, corrigir com compaixão.

Não somos Deus, mas Ele está dentro de nós em forma de amor, a única Lei Essencial.

Há uma nova onda vibratória “invadindo” o planeta Terra, chama-se amor que começa a sair das profundezas do inconsciente de cada um de nós, a fim de aflorar como rosa de luz em nossa consciência. 

Que a paz esteja com todos!

Ahmed
(Texto publicado no Facebook em 13/03/16)

Como espíritas estamos preparados para termos uma experiência de verdadeira espiritualidade?

Selecionei um trecho do livro "Psicologia e Espiritualidade" do psicólogo espírita Adenauer Novaes:

"Denominamos espiritualidade tudo que se refere à natureza subjetiva do ser humano. Seu aspecto psíquico, não material, transcendente às concepções físico-energéticas, distanciado do causalismo fisiológico, muito embora interferindo nele. É na sua manifestação amorosa, sensível às emoções nobres não contaminadas pelas conexões lógicas do ego, que vamos encontrar essa natureza espiritual. Espiritualidade não é Espiritismo ou espiritualismo, é amorosidade e inclusão da percepção do espírito como ser existente e eterno".

***

Vejo no pensamento de Adenauer uma afirmação de que a experiência de espiritualidade ultrapassa o conceito de possuir uma religião ainda que trabalhemos no respectivo movimento pertencente a ela. Não são apenas transformações fisiológicas geradas pela mente, mas as ultrapassa, pois é um estado emocional perene. Quem alcança uma experiência desse tipo não mais se importa com convenções institucionais. É uma experiência totalmente pessoal e intransferível. Espiritualidade é amor transformado em:

* Alteridade - a capacidade de se harmonizar com o diferente sem misturar a sua singularidade com a do outro.

* Desapego sem indiferença.

* Sentimento de responsabilidade, não vício de santificação.

* Paciência sem preguiça ou procrastinação.

* Renúncia sem autoanulação.

* Indulgência baseada no autoamor.

* Caridade sem superproteção.

* Autoconhecimento experimentado no contato social.

*Análise sem preconceito.

Ficaríamos aqui por horas e não definiríamos todas as possibilidades que essa palavra nos oferece...

(Texto publicado no Facebook em 14/04/16)

Ligação verdade interior/felicidade


Escreveu o Espírito Ermance Dufaux no livro "Mereça ser Feliz" - capítulo 4: "A verdade que conheceremos e nos libertará será sempre a Verdade sobre nós mesmos, e a doutrina será uma senda segura para a aquisição dessa conquista da alma: a consciência de si que nos ensejará elementos para transitar na evolução com felicidade"

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Vivemos em busca de revelações externas que nos forneçam informação como instrumento de poder, às vezes até como mecanismo de fuga para as nossas necessidades de reforma íntima. Por isso Ermance afirma que a verdade que procuramos, muitos ainda de forma inconsciente, é a Verdade interna. O Livro dos Espíritos, de forma magnífica, afirma que as Leis de Deus estão na nossa consciência, portanto somos marcados por essa verdade inabalável, todavia nossas "verdades" baseadas no orgulho e egoísmo em seus vários afluentes nos causam uma sensação de falsa autossuficiência que, diferente da autonomia, nos leva ao afastamento de nós mesmos e das pessoas com as quais precisamos travar contato evolutivo nessa atual encarnação.

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A felicidade genuína não é baseada em acúmulo de informações científicas, filosóficas ou religiosas. Não é uma questão para "iniciados", mas para merecedores. Merecer significa usar a lei de causa e efeito para o bem.

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Querer ser feliz através da verdade alheia é como desejar enxergar com um óculos não adequado para o nosso grau de deficiência visual.

(Texto publicado no Facebook em 04/03/16)

terça-feira, 3 de maio de 2016

Apego


Segundo o Espírito André Luiz no livro Evolução em Dois Mundos (capítulo 7 - 2ª parte), 2/3 (dois terços) da humanidade quando desencarna continua ligada a interesses terrenos. Ficamos a nos perguntar: Quais as razões para tanto apego?


Não é mais o medo da morte, pois grande parte desses Espíritos já sabem que estão desencarnados. Ao meu modo de ver é um sombrio condicionamento mental conhecido como medo de amar. Esse medo de amar é responsável pelo endurecimento no orgulho quando dizemos assim: "Se abrir a minha guarda, as pessoas montam". Logicamente devemos ter nossas defesas psicológicas para os aproveitadores e "vampiros emocionais", todavia esse fraco argumento não justifica a falta de interesse por saber a própria essência. Outros dizem para não nos preocuparmos com essas questões, pois elas são equacionadas naturalmente com a lei de evolução. Ótimo "argumento" para justificar a preguiça mental e a manutenção do egoísmo.

Graças a Deus a dor existe como processo educacional para nossa teimosa permanência cômoda e voluntária na ignorância. Quanto mais falsidade perante si mesmo, mais sofrimento que é a não aceitação da dor. Graças a Deus chega um ponto que nos desencantamos com a vida materialista, pois encantamento quer dizer estar enfeitiçado de forma mágica e ilusória por algo ou por alguém. Após esse desencantamento ou desilusão vem a revolta dos primeiros contatos com a realidade. Depois a conscientização da necessidade de reforma íntima através do autoconhecimento. Em estágio consciencial superior vem a serenidade e a autorrealização, logo após a autoiluminação. Não sei explicar como são esses dois estágios mentais, pois ainda não cheguei lá... Rsrs.

Apego a ideias, a coisas ou a pessoas é somente ilusão que quando desperta torna-se fruto muito amargo.

O importante disso tudo é que chegaremos a esses estágios elevados de consciência. Precisamos somente unir o que está esparso dentro e fora de nós. Unirmos esforços em nome do bem comum. Unirmos forças para aprendermos a amar.

(Texto publicado no Facebook em 03/03/16)

Por que reagimos contra a realidade?


Joanna de Ângelis responde no livro Vida, Desafios e Soluções:

"Há, quase sempre, nos indivíduos, uma reação psicológica contra a verdade. Deseja-se sempre ouvi-la, porém, como se assevera popularmente, dourando-se a pílula, isto é, escamoteando-a. Certamente, não se deve zurzi-la (golpea-la) como um látego (chicote), que é uma forma neurótica de agir, de impor-se com a sua verdade, ferindo e, dessa maneira, sentindo-se triunfante, em mecanismos perturbador de falsa superioridade moral. Todo aquele que assim procede é portador de grave complexo de inferioridade inconsciente, que se exibe com autoridade e fiscal da fragilidade humana. A verdade deve ser ministrada com naturalidade, suavemente, sem alarde, sem imposição, mas também sem ser falseada, sem perder a força do seu conteúdo".

***

Sempre com muita profundidade, Joanna nos mostra como ainda preferimos, por autoengano, 'fingir' que aceitamos a verdade, aceitando apenas parte dela e vivendo muitas vezes uma vida dupla na qual os nossos atos não correspondem aos nossos pensamentos. No imaginário popular ainda predomina o pensamento mágico de que vamos ser salvos por alguém, que se utilizarmos amuletos ou fizermos simpatias nossa vida melhorará. Resquícios reencarnatórios da época na qual o pensamento mágico ainda vigorava na mente humana.

***

Por isso toda ideia nova sofre grandes ataques e condenações preconceituosas por parte dos arrogantes que nem sequer se dão ao trabalho de estuda-la. Se ela realmente for boa prevalece sobre qualquer preconceito. Acho que a verdade mais escamoteada pelo ser humano é intuir que é um Espírito imortal regido pela lei de causa e efeito e não querer viver com essa certeza de ser responsável pelos próprios atos e consequências.


(Texto publicado no Facebook em 02/03/16)

E se Jesus voltasse hoje? (situação hipotética)


Ele seria católico, evangélico, Espírita ou adotaria uma religião Oriental ou nenhuma delas?

Seria heresia de minha parte achar que Jesus poderia voltar como mulher ou na etnia negra?

O que Jesus modificaria dos estudos que, no geral, são feitos do Evangelho que ele edificou?

Será que, depois de um brilhante trabalho de vivência do amor no corpo físico, se ele dissesse a verdade sobre a identidade dele nós acreditaríamos?


Eu fico pensando: depois de dois mil anos de Evangelho ainda se briga pela convicção de onde Jesus nasceu. Perde-se um montão de tempo tentando provar que Maria Madalena não era prostituta antes de conhece-lo. Muitos espíritas ficam aborrecidos quando digo que Maria quando teve Jesus, por meios de gestação normal, não era mais virgem. Alguns até se pudessem apedrejariam o expositor que falasse que Jesus realmente teve uma atitude mais enérgica com os vendilhões do templo, agora veja bem, eu falei enérgica e não violenta. Já ouve muita briga no movimento espírita (acho que ainda há resquícios dela) se Jesus teve um corpo fluídico materializado apenas ou se o corpo dele era físico como o nosso. Briga-se ainda uns por acharem que o Espírito da Verdade é Jesus, outros por acharem que não.

Essas e outras 'pesquisas', ao meu modo de ver, não atingem o núcleo da mensagem do Evangelho: o amor tanto no convívio intrapessoal (autoamor) quanto no convívio interpessoal (com a sociedade).

Será que essas discussões apaixonadas não são uma forma de fugirmos do processo de reforma íntima?

Tenho em mente que os estudos arqueológicos e textuais da Bíblia e do Novo Testamento, assim como qualquer outro estudo dos livros chamados sagrados, têm que estar voltados para o interior do ser humano e não apenas para reconstituição de uma história da sociedade.

Escrevo tudo isso baseado no grande mestre Allan Kardec quando dividiu o Evangelho em cinco partes: os atos comuns da vida de Jesus, os milagres, as predições, as palavras que cada ramificação cristã tomou para elaboração de seus dogmas e a parte moral. Os quatro primeiros, disse ele que ainda ficam, em muitos detalhes, no campo da especulação, mas a parte moral (prefiro chama-la de ética) é inabalável. A ética é algo bom e válido para todos... Estudos técnicos sobre o Evangelho sim, mas sempre voltados para a ética proposta por Jesus!

(Texto publicado no Facebook em 01/03/16)

quinta-feira, 7 de abril de 2016

O ter e o ser...

Estava ainda pouco estudando o livro Vida, Desafios e Soluções pelo Espíritos Joanna de Ângelis e deparei-me com o seguinte trecho:

"Não se creia, portanto, equivocadamente, que a finalidade primeira da conjuntura existencial seja viver bem, no sentido de acumular recursos, fruir comodidades, gozar sensações que se renovam e exaurem, alcançando o pódio da glória competitiva e todos esses equivalentes anelos do pensamento mágico, partindo para as aspirações fenomênicas e miraculosas dos privilégios e das regalias que não harmonizam o indivíduo com ele mesmo".

***

Vivemos muitas vezes em busca do "ter" que tem como sintomas as seguintes ações:

* Trabalhar desesperadamente para manter um padrão de vida que nossa remuneração não permite. Trocamos o nosso descanso, tempo com a família e o nosso lazer, por horas-extra ou empregos-extra para cobrir nossa ostentação no final do mês. Nesse processo, a médio ou longo prazo começam os sintomas do cansaço físico e mental e as doenças eclodem no corpo físico.

* Encarar o ato sexual como 'válvula de escape' para as pressões do dia-a-dia e não como permuta energética que nutre duas pessoas que se amam.

* Querer isenções descabidas em estacionamentos públicos.

* Achar que pedir ao amigo para pagar as nossas contas na frente dos outros na fila de banco é algo normal.

* Achar que ir ao nosso templo religioso será a solução para os nossos 'pecados' a fim de continuarmos a viver como sanguessugas do nosso próprio fluido vital.

* Achar que nosso cargo profissional, hierarquia religiosa ou posição social nos garante tratamento diferenciado em lugares públicos e muitas vezes até nos templos religiosos.

* Aproveitar-se de políticas governamentais 'cala-boca' para não precisar trabalhar ou ter que competir de forma justa com os outros.

E muitas outras.

Concordo com Joanna e nós espíritas sabemos que tudo isso termina com a vida material. No mundo espiritual existem bolsões de miséria, mas lá a miséria e moral, a pobreza é somente de caráter e toda essa ilusão que cultivamos aqui no mundo material causa muita rebeldia, revolta e sofrimento na vida extra-física.

Como liberar-se desse sofrimento no mundo espiritual?

Simples. Parar de brincar de férias no corpo físico e assumir a vida física como uma escola, em algumas ocasiões hospital, mas nunca um Spa ou casa de diversão, ou ainda um Shopping.

Não é o "ter" que é o problema, mas o problema é deixar ser possuído pelo "ter", esquecendo-se do "ser".

(Texto publicado no Facebook em 28/02/16)

Armadilhas e lobos...


Estava, há pouco, lendo um texto de O Evangelho Segundo o Espiritismo que fala sobre a missão dos espíritas. Aliás, excelente e atualíssimo texto!

Deparei-me a pensar sobre uma parte que o Espírito Erasto escreve assim:

"Que importam as ciladas que armarem no vosso caminho? Somente os lobos caem nas armadilhas de lobos, pois o pastor saberá defender as suas ovelhas contra os carrascos imoladores".

***

Diante das 'ciladas' que armam para nós, é natural perguntarmos: Por que Deus deixou isso acontecer comigo?

Não seria melhor perguntarmos: O que esse acontecimento infeliz pode ensinar-me? Pedirmos a ajuda de Deus dessa forma: Pai, até que ponto sou ovelha e até que ponto sou lobo? Desanuvia meus olhos para eu me autoenxergar melhor!

***

Deixar de acusar, de forma viciada, os outros de serem 'lobos' e nos autointitularmos 'ovelhas' é grande passo para o bem-estar de si mesmo.

No pensamento objetivo e profundo de Erasto se caímos numa armadilha para lobos é porque ainda somos, de alguma forma, lobos.

Concordam?

(Texto publicado no Facebook em 27/02/16)

O analfabetismo da alma

Preconceito

Conceito: Qualquer opinião ou sentimento, quer favorável quer desfavorável, concebido sem exame crítico. Perfeita definição do Dicionário Houaiss.

Porque nossas opiniões ainda se baseiam no ódio, na mágoa, na vaidade, na inveja, na arrogância, dentre outros?

Resposta simples. Porque sentimos ódio, mágoa, vaidade, inveja, arrogância e outros... Argumentar dá trabalho: requer estudo, reflexão, ausência de paixão. É mais fácil 'condenar' do que avaliar algo sobre vários aspectos.

Sentimos e não admitimos. Porque muitos de nós fomos educados para sermos perfeitos. Claro que a culpa não é dos nossos pais, pois eles deram o que possuíam por sua vez. Fomos orientados para buscarmos uma ilusória perfeição baseada na convenção social e não na análise de nossos sentimentos e emoções. 

Foi incutido, de forma inconsciente em nós, um medo de abordar tabus, de falar de assuntos 'proibidos' como sexo (não erotismo) e política (não politicagem). Esse processo ainda perdura também na maioria dos centros espíritas.

Sou capaz de dizer que o centro espírita do século XXI não terá escolha, terá que promover estudos sobre os sentimentos e as emoções com o apoio das ciências médicas, biológicas e psicológicas. 

A aliança ciência espiritismo se consolidará, pois já está acontecendo, também no campo do autoconhecimento.

Quatro palavras serão a chave para o espírita desse século: Atitude, Amor, Autoconhecimento e reforma íntima.

Parece teoria, mas é uma prática necessária a todos que quiserem permanecer nesse planeta que começa paulatinamente a adentrar na era de regeneração.

(Texto publicado no Facebook em 26/02/16)

A mediunidade com Jesus


Em um magnífico subtítulo do capítulo XVII (1ª parte) do livro Evolução em Dois Mundos, o Espírito André Luiz afirma:

"Eminentes fisiologistas e pesquisadores de laboratório procuraram fixar mediunidades e médiuns a nomenclaturas e conceitos da ciência metapsíquica, entretanto, o problema, como todos os problemas humanos, é mais profundo, porque a mediunidade jaz adstrita à própria vida, não existindo, por isso mesmo, dois médiuns iguais, não obstante a semelhança no campo das impressões. Por outro lado, espiritualistas distintos julgam-se no direito de hostilizar-lhe os serviços e impedir-lhe a eclosão, encarecendo-lhe os supostos perigos, como se eles próprios, mentalizando os argumentos que avocam, não estivessem assimilando, por via mediúnica, as correntes mentais intuitivas, contendo interpretações particulares das Inteligências desencarnadas que os assistem. A mediunidade, no entanto, é faculdade inerente à própria vida e, com todas as suas deficiências e grandezas, acertos e desacertos, é qual o dom da visão comum, peculiar a todas as criaturas, responsável por tantas glórias e tantos infortúnios na Terra".

***

Pois é. 

Será que realmente já entendemos o sentido real da mediunidade? 

Uns a veem como um 'brinquedo do outro mundo'. 
Muitos a veem apenas como um fenômeno complexo a ser estudado pela ciência, a fim de provarmos a imortalidade da alma. 

Outros a veem apenas como meio terapêutico para tratamento de desencarnados sofredores ou endurecidos no mal. 

Outros como uma singular oportunidade de autoconhecimento e de redenção perante a própria consciência...

***

Mediunidade é um sentido natural no ser humano a ser desenvolvido e educado com dedicação, responsabilidade, humildade e vontade de expandir o amor do Criador Maior.

***

Agora pergunto:

Por que a mediunidade no meio espírita e umbandista (não generalizando) ainda é um tabu? 

Tenho visto centros espíritas fazerem a pessoa estudar anos a fio antes de "desenvolver" a mediunidade. Tenho visto terreiros de Umbanda 'jogar' uma pessoa no trabalho mediúnico sem o mínimo preparo teórico a não ser os achismos do Pai ou Mãe-de-Santo que se encharca de superstições e crendices que ouviu de Espíritos ensandecidos e livros sem o menor fundamento prático.

Por outro lado tenho visto centros espíritas que aboliram a figura do 'reizinho mandão' (Coordenador) e estabeleceram lideranças compartilhadas baseadas na experiência e vivência mediúnica. Fornecem estudos muito bons sem deixar o novato "mofando" na 'antecâmara iniciática' da sala mediúnica. Aboliram o sistema de castas no centro espírita no qual oradores e médiuns são os brâmanes. Não citei os dirigentes porque, nesse contexto, muitos agem como se fosse o próprio Brahman (Deus). 

Vejo também iluminados terreiros de Umbanda que põe a caridade e o estudo da mediunidade acima de qualquer ritual por mais respeitáveis que todos o sejam.

O meu profundo respeito e admiração por todos os dirigentes espíritas de reunião mediúnica e Pais e Mães-de-Santo de terreiros de Umbanda que descentralizam suas figuras para enfatizar a figura de Jesus e do Pai Oxalá refletida no esforço de todos os médiuns abnegados que mais do que emprestar seus corpos para os Espíritos falarem e escreverem já conseguem ver todas as consciências desencarnadas como irmãos em Deus, cada um em seu nível evolutivo. E conseguem sentir a mediunidade como algo natural no ser humano, um instrumento para o autoconhecimento e verdadeira fraternidade.

Quando eu "crescer" quero ser igual a vocês!

(Texto publicado no Facebook em 25/02/16)

Um Presente Divino para Nós


Partimos da informação de que a velocidade da luz são 300.000 Km por segundo.

Se partíssemos da Terra e viajássemos a essa velocidade, gastaríamos 8,3 MINUTOS para chegarmos ao sol.

Se fôssemos "um pouco mais longe" a estrela Alpha Centauri A, faríamos o percurso em 4,34 ANOS LUZ.

Se déssemos um "rolé" na nebulosa de Orion, gastaríamos 1500 ANOS LUZ.

Se estendêssemos o nosso passeio à galáxia de Andrômeda, teríamos que percorrer 2.000.000 de ANOS LUZ (isso mesmo: dois milhões de ANOS LUZ).

Mas poderíamos esticar ao quasar 3C273 e gastaríamos 2.000.000.000 de ANOS LUZ (dois bilhões).

Mas se resolvêssemos nos aventurar aos confins do Universo conhecido (ainda tem mais depois dele), viajaríamos cerca de 10 a 20 bilhões de ANOS LUZ.

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É muita energia, muita matéria e muito Espírito nesse nosso Universo conhecido e talvez existam outros Universos no mundo dito material. 

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Agora vem a pergunta: Por que Deus criou o Universo tão grande assim? Já pararam para pensar nisso? Nem falo sobre as dimensões espirituais dessa obra sem igual!

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Isso tudo é pra nós! Deus não criou nada pra Ele, foi para nós!

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Um Espírito Puro como Jesus ou quiçá de uma 'hierarquia' maior ainda, pode viajar pela velocidade do pensamento, muito maior do que a da luz. Pode adentrar por portais dimensionais e 'sair' em outros Universos!

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Um dia seremos assim também!

Bendita doutrina espírita que eleva o meu pensamento à categoria do infinito ainda que eu esteja guindado ao chão num corpo pesado e com tantas dificuldades no dia-a-dia!

Obrigado, Inteligência Suprema, por amar-nos dessa forma incondicional e ainda inconcebível para nossa mente limitada pela matéria densa!

(Texto publicado no Facebook em 24/02/16)

A verdadeira imunidade contra o poder das trevas

O fato de trabalharmos no bem possibilita-nos imunidade total contra as investidas das trevas?

A resposta decisivamente é não. 

A caridade é, além de outros fatores, a armadura da alma contra as investidas do mal. Resta-nos as seguintes perguntas: Até que ponto a nossa 'caridade' é verdadeiramente caridade? (vide questão 886 de O Livro dos Espíritos).

Até que ponto já somos bons? 

Aliás o que realmente é ser bom? 

Óbvio que Espíritos como Bezerra de Menezes, Emmanuel dentre tantos outros, podem interceder por nós e realizar trabalhos em zonas de trevas sem correr o perigo de suas mentes serem hipnotizadas por Espíritos altamente adestrados na arte da hipnose obsessiva. 

Eles já aprenderam lições preciosas de autoamor e prática abnegada da caridade. Mas e nós, já estamos nesse grau de consciência?

Portanto concluo: A grande maioria dos encarnados (não estou generalizando) é passível sim de sofrer a influência das trevas ou da dimensão umbralina! Até porque boa parte de nós viemos de lá recentemente, ou ainda nem saímos definitivamente de lá! 

Ainda que já consigamos pensar acima dessa vibração egoísta, perguntamos: E as vítimas que fizemos ao longo de nosso processo evolutivo? E as consciências que ainda não nos perdoaram e estão em trevas? Será que já não temos mais nenhuma relação mental com elas? Será que pedindo perdão a Deus sem reparar totalmente o mal que fizemos aos outros, vamos nos livrar desses "empecilhos evolutivos"? Aliás, Deus precisa perdoar alguém?

Defendo a ideia de que a vida em sociedade é algo divino, pois através do outro descobrimos nossas limitações por meio do autoconhecimento com a consequente reforma íntima.

Ficam essas perguntas para aqueles que quiserem manter o diálogo.

O que escrevo não deve ser motivo de desânimo, medo ou pavor, mas de reflexão da responsabilidade que todos nós trazemos quando voltamos ao corpo físico. A vida é muito mais do que os nossos sentidos do corpo físico podem perceber.

(Texto publicado no Facebook em 23/02/16)

Estranho padrão de comportamento


Já vi expressões como:

1. "Fulano fala, posta mensagens nas redes sociais e não faz nada que prega".

2. "Todo pastor é ladrão, padre é pedófilo ou gay, espírita é arrogante e materialista não pode ser uma boa pessoa".

3. "Gostaria tanto que Beltrano assistisse àquela palestra que assisti. Acho que a 'carapuça' serviria para ele".

4. "Quem dera que a corrupção acabasse em nosso país".

5. "Fulano perdeu a reencarnação ao fazer aquilo com o outro".

6. "Aquela pessoa está obsediada".

Essas frases e muitas outras mais revelam nosso vício de santificação, muitas vezes com ofídicas pitadas de maledicência, quando pretendemos estar acima do bem e do mal, agindo no modo "Deus".

Façamos uma pequena análise:

Frase número 1 - Se ele/ela postam ou falam o que não estão fazendo integralmente ou parcialmente o problema é dele/dela. Qual a nossa intenção ao enfatizar que o outro não está praticando o que prega?

Frase número 2 - Generalizar é doença da alma corrompida pela vaidade ou pela revolta contra determinado grupo ou etnia. Revela um preconceito muito grande e prejudicial para quem o cultiva.

Frase número 3 - Quando formos ao nosso culto, gira, missa ou palestra espírita, deixemos de lado os que não foram ou que não quiseram ir, vejamos para nós se aquilo que ouvimos do expositor serviu para nossa reforma íntima.

Frase número 4 - São só os três poderes (legislativo, executivo e judiciários) que são corruptos? Será que os grandes esquemas de corrupção não nascem da pequena corrupção do dia a dia que cultivamos e que já passa por normal?

Frase número 5 - Quem somos nós para dizer que fulano está com a reencarnação perdida? Temos conhecimento do projeto reencarnatório e do histórico espiritual de quem estamos falando? Já ouvimos falar em reprogramação reencarnatória dentro de um mesma encarnação no corpo físico?

Frase número 6 - Porque ao invés de apontarmos a pessoa como estando obsediada, não oramos por ela? Porque não tentamos estudar o caso dela para ver se não podemos ajudar em algo? 

Obsessão acontece por sintonia. 

Lembrete: todos nós somos passíveis de processo obsessivo espiritual.

Aparências podem nos enganar severamente.

(Texto publicado no Facebook em 21/02/16)