quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Somos realmente donos do nosso destino?

Nenhuma obra mais objetiva e direta do que O Livro dos Espíritos para responder a essa pergunta:
Questão 121 – Por que alguns Espíritos seguiram o caminho do bem, e outros o do mal?
“Não têm eles o livre-arbítrio? Deus não criou Espíritos maus; criou-os simples e ignorantes, ou seja, tão aptos para o bem quanto para o mal; os que são maus, assim se tornaram por sua vontade”.

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Na minha concepção fica muito clara a ideia de que somos os únicos responsáveis pelo nosso próprio destino. Inegável que o meio e outras pessoas encarnadas e desencarnadas podem influir em nosso comportamento de forma incessante, todavia quanto mais é desenvolvido o poder crítico de um indivíduo, mas liberto ele é de ser “massa de manobra”, ou seja, um grupo de pessoas que são motivadas por uma opinião ou ideologia pré-formada por um grupo político, de mídia, religioso, ou de outra natureza. Isso é manipulação da fraca vontade alheia. É como se fosse um gado que os vaqueiros conduzem para onde querem. Incluo nesse processo inclusive o processo obsessivo espiritual o qual só existe pela sintonia firmada entre encarnado e desencarnado. 

Aprender a pensar por si mesmo sem a ilusão da autossuficiência e deixar de se vitimizar pondo a culpa nos outros de coisas que são de nossa inteira responsabilidade são passos importantes para galgar novos níveis de consciência. 

Liberdade é também aprender a admitir e lidar com as próprias dificuldades, transformando-as serenamente em soluções específicas para a própria vida. 
O problema é de falta de vontade ou vontade mal direcionada. Existe a influência alheia e do meio, mas quem tem o poder de decidir por mim sou eu mesmo.

(Texto publicado no Facebook no dia 19/03/16)

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